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Os bonecos di gigi estao a caminho de uma exposiçao de bonecos de pano em Portugal, no Porto (o que me deixa muito honrada!).A Quasiloja Galeria fica na Rua Ribeiro de Sousa, 225 - 229, tel.:228306205.Tambèm em Portugal, os bonecos di gigi podem ser encontrados na Fermento e na Afinaldecontas.
Para aqueles que gostam de arte e psicopatologia, comecei a publicar minha monografia aqui.





Essa é a Nena, e esse retrato eu fiz pra minha primeira exposiçao "todos somos / cromo ssomos". Ela quem cuidava de mim quando eu era criança... na verdade ela cuidou da minha mae e da minha tia quando elas eram crianças... e depois de mim e do meu irmao.Mas ela nao cuidava sò quando eu era criança ... cuidava sempre... mesmo quando eu jà tava na faculdade. Ela fazia qualquer coisa pra me fazer feliz... fazia macarrao em casa, blusa de tricot, benzia meu quebrante, brigava com a minha mae pra me defender... me levava no colo pra aula de balè (pra nao sujar minhas sapatilhas...rs...) pedia pra Sao Longuinho encontrar as coisas que eu perdia... brincava de fazer perfume comigo... colhendo as flores do jardim, amassando e misturando com alcool(mesmo que isso nunca virasse perfume de verdade...rs...). Ela ligava todo dia pra saber se eu tinha comido, e o que eu tinha comido. Na escola, eu falava que ela era minha avò adotiva. Mas ela è bem mais que uma avò... ela era mesmo o meu anjo da guarda. Ela nao gostava de gatos, mas gostava de cachorros... morava no Ipiranga e adora procurar pessoas que precisassem de ajuda pra ela poder ajudar, qualquer pessoa. Nao existe nada, nem ninguem no mundo que eu goste mais do que gosto dela... e ninguem me faz tanta falta como ela me faz. Ela era devota de muitos santos, mas principalmente de Santo Expedito (das causas urgentes), tudo pra ela era urgente... ela era muito ansiosa, queria terminar tudo ràpido... tinha sempre uma lagriminha no canto do olho... (dizem que era um problema nas glandulas, mas eu acho que ela era mesmo um pouco triste desde que o pai dela tinha morrido.) Ela, como toda boa descendente de italiano, torcia pro Palmeiras... e sofria muito quando ele perdia. Eu e o meu irmao falavamos que ela era imortal... mas um dia eu fiquei com medo que ela morresse e pedi pra ela fazer uma blusa de la pra eu guardar... quando ela teve um enfarte e eu fui visitar ela na UTI, a primeira coisa que ela disse foi: "Regianinha, eu ainda nao terminei a sua blusa... falta fazer as mangas..." A blusa està guardada, sem as mangas. |



O atelie do Amaury, é, certamente, um dos lugares mais fascinantes da face da Terra.
Um atelie fora do mundo, desligado dos meios de comunicaçao (quem jà foi là sabe, nao tem campanhia, nem telefone).
Um lugar aberto a todos aqueles que querem desenhar o corpo humano. Vc nao precisa fazer parte do "mundo das artes", sò precisa esperar a sessao começar.
O talentoso Alex é quem dirige a/o modelo, a luz e as mùsicas.
Foi fundado por um italiano, como "filial" do L'Osservatorio Figurale (Milano).
O espaço é habitado por entidades màgicas, pelo pequenino Marco Antonio, pela Dona Josefa, pelo Bob, pelo Serrado, pelo Serradinho, pelo Amaury (eu queria encontrar a palavra certa para adjetivar a pessoa sensacional que ele é... mas todas seriam injustas), e pelas pessoas que às vezes se hospedam là, como a minha mais querida amiga, Renata, que agora mora no Rio com o Velho e a sereia Iara.
Depois que acaba a sessao, começam as discussoes sobre os trabalhos, e vc nunca mais consegue sair de là, ficam todos hipnotizados pelos trabalhos, pelas interpretaçoes e pela sensibilidade de todos aqueles que tem a sorte de estarem là.
Depois de uma semana de vida de blogueira, decidi me expor mais...rs...(esse postal eu desenhei no Amauri e mandei pra Carol, minha queridìssima amiga de Natal...quando eu tiver um tempo, coloco a versao deles com selo, carimbo, etc...)
“Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – a ânsia de coisas impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da consciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos. (...) Há mágoas íntimas que não sabemos distinguir, por o que contêm de sutil e de infiltrado, se são da alma ou do corpo...”(Trecho do “Livro do Desassossego” – Fernando Pessoa)